Uma propaganda de cerveja como nunca se viu. Machista como sempre.

A Saatchi & Saatchi viajou numa propaganda para a marca de cervejas argentina, Andez. O vt sugere um alternativa bem tecnológica para escapar daquele velho incômodo que as namoradas adoram fazer: ligar nas piores horas. E para isso a agência criou o Teletransporte Andez, onde as pessoas podem escapar(ou pelo menos fingir) dos bares e reaparecer nos cantos mais inusitados.

Muito boa a idéia, não?

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Skol em nova embalagem… Redondinha.

Com criação de Fabio Fernandes, Andre Faria e Keka Morelle, e com direção de criação de Fabio Fernandes e Eduardo Lima já está no ar exclusivamente para o mercado da capital paulista, o filme “Buraco”, com 15 segundos de duração, que divulga o novo formato da lata Skol.

Com 269 ml, a embalagem da Skol Redondinha é menor e, por isso, gela mais rápido.

Para mostrar como a cerveja fica geladinha de uma maneira muito divertida, em curto espaço de tempo, o filme mostra um jogo de buraco entre amigas, onde a cerveja gela numa só rodada do jogo.

Fonte:http://www.cabecadecuia.com/drops/2008-12-09/nova-lata-de-skol-redondinha-gela-mais-rapido-35310.html

Eu particularmente nunca gostei dessa história de beber menos pra ser mais gelada não… Por mim eu faria era uma garrafa de 1 litro… Mas eu gostei dessa porque encaixou perfeitamente no conceito da cerveja.
Achei uma sacada muito legal!

Motorista da Rodada

A propaganda além de ser criativa e persuassiva, tem que ser flexível, seguir as mudanças da sociedade. Uma boa prova é o recém anúncio lançado da Skol, o “motorista da rodada”. Uma criação pós Lei Seca, em que a pessoa que abdica de beber cerveja e se responsabiliza pela condução dos amigos se torna um herói, mas herói por pouco tempo, porque outro da turma será o próximo motorista. Nesses tempos de inquisição da propaganda esse anúncio é muito bem vindo, pois conscientiza o público à um consumo responsável sem ter que prejudicar a venda do produto anunciado e diminui mais os argumentos dos contra propaganda de cerveja.

E não é de agora que a Skol trabalha com a comunicação do consumo responsável, antes já tiveram vários comerciais com o mesma tema, um muito bom é o “Aliança” de 2003.

Baixo teor de álcool na propaganda.

Continuando a linha de post´s sobre cigarro e cerveja, segue dois anúncios, mostrando o que acontece quando se bebe uma cerveja com baixo teor alcoólico.

Ps.: Eu sou plenamente a favor do uso de mulheres nos anúncios de bebida, porque se não houvesse os posters das gostosas das cervejas no bar, um ambiente propriamente masculino, não seria a mesma coisa, pois não haveriam as moças nos cercando pelas parede enquanto bebemos, jogamos sinuca  e papeamos. Elas tornam o ambiente mais agradável para um bom bebedor de cerveja.

Proibír a publicidade é a solução?

O movimento propaganda sem bebida propõe a idéia do fim de qualquer anúncio e apoio a eventos esportivos ou culturais feitos por marcas de bebidas, semelhante o que ocorreu com o cigarro. Enquanto a total proibição não é realidade, eles trabalham para agilizar a aprovação da lei que regulamenta os horários e locais de veiculação, com o argumento maior da defesa de crianças e jovens contra o consumo precoce e abusivo. O movimento já soma mais de 700 mil assinaturas em seu abaixo-assinado e responsabiliza o consumo de bebidas à maior parte de mortes violentas como homicídios, acidentes de carros e desagregação de famílias.

Mais uma vez culpam a publicidade. E como num passe de mágica, com a proibição da propaganda, a sociedade brasileira será feliz e muitos males sociais serão resolvidos. A propaganda para cigarros foi proibida, o consumo diminuiu entre jovens e adolescentes diminuiu, mas ainda continua alto. O governo e a sociedade acreditam que o cigarro é um mal, mas não impedem o seu real consumo, os preços ainda são baratos e acessíveis, diferente da Europa onde o produto é taxado com altos impostos. Aqui, cigarro você acha em qualquer esquina, não só em bares, mas também em bancas de revistas e supermercados, e não há fiscalização e nem punição para quem vende para crianças e adolescentes.

Querem resolver os problemas sociais na moleza, tornando a propaganda um inimigo público, responsabilizando por problemas sociais complexos, que precisam ser encarados com seriedade e não por oportunistas que procuram visibilidade e acadêmicos (?) de instituições arcaicas, estes últimos, não despertaram para as mudanças na sociedade e ainda teimam em demonizar a propaganda e afirmar que o consumidor é burro e inconseqüente. Hoje com o fácil acesso à informação e rapidez com que ela pecorre o mundo, teorias da comunicação do início do século não se aplicam mais.

Concordo que as crianças e adolescentes devem ser poupados da publicidade de bebidas, para isso já existe o CONAR que é muito rígido, quase uma beata. Já restringiu assossiar a cerveja às mulheres semi-nuas e mascotes com traços de desenhos infantis, e inúmeras outras. O setor publicitário é capaz de se auto-regulamentar e é consciente que o seu serviço é para a sociedade e é ela é implacável quando não aceita.

Esse tipo de proibição causa temor, pois, enquanto leis são (mal)feitas para tirar a liberdade de parte da sociedade, os problemas permanecem sem ser resolvidos. Proibir a propaganda é fácil, difícil é propor a real solução.