Nissan pede desculpas aos concorrentes.

Após ter seu anúncio retirado do ar pelo CONAR, a Nissan ironiza e pede “desculpas” aos concorrentes.

Comercial proíbido pelo CONAR:

Pedido de desculpas:

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Alana notifica Giraffas

eu12O Projeto Criança e Consumo do Instituto Alana notificou a empresa Giraffas pelos VT´s que foram veiculados , com o argumento que é publicidade abusiva, pois combina elementos do universo infantil e texto não apropriado para crianças. A notificação pediu o cancelamento da campanha feita pela DPZ no prazo de 10 dias, caso a empresa mantenha no ar a propaganda, a ONG denunciará aos orgãos competentes, dá-lhe CONAR neles.

Pois bem, tá moleza censurar a criatividade aqui no Brasil. Essa campanha tá mesmo abusiva? Veja os vídeos.

C(areta)NAR

Mais uma vez o Conar surpreende, e mais uma vez com propaganda de cerveja. Com argumentos da Schincariol, de que a propaganda é enganosa e usa linguagem que afeta crianças edolescentes, o CONAR recomendou a sustação do VT Saturno da SKOL criado pela F/Nazca S&S.

Dessa vez tá difícil de engolir, como pode o CONAR aceitar o pedido de uma empresa concorrente, e com esses argumentos. Usar do nonsense e lúdico é propaganda enganosa? Usar a palavra chupeta pra recarregar a bateria é sacanagem? E ainda uma empresa prejudicar o seu concorrente descaradamente. Pô cara, se tá dificil de fazer coisa criativa, muda de agência, ou então renova o diabo do departamento de marketing, embarca todo mundo pra saturno.

Proibír a publicidade é a solução?

O movimento propaganda sem bebida propõe a idéia do fim de qualquer anúncio e apoio a eventos esportivos ou culturais feitos por marcas de bebidas, semelhante o que ocorreu com o cigarro. Enquanto a total proibição não é realidade, eles trabalham para agilizar a aprovação da lei que regulamenta os horários e locais de veiculação, com o argumento maior da defesa de crianças e jovens contra o consumo precoce e abusivo. O movimento já soma mais de 700 mil assinaturas em seu abaixo-assinado e responsabiliza o consumo de bebidas à maior parte de mortes violentas como homicídios, acidentes de carros e desagregação de famílias.

Mais uma vez culpam a publicidade. E como num passe de mágica, com a proibição da propaganda, a sociedade brasileira será feliz e muitos males sociais serão resolvidos. A propaganda para cigarros foi proibida, o consumo diminuiu entre jovens e adolescentes diminuiu, mas ainda continua alto. O governo e a sociedade acreditam que o cigarro é um mal, mas não impedem o seu real consumo, os preços ainda são baratos e acessíveis, diferente da Europa onde o produto é taxado com altos impostos. Aqui, cigarro você acha em qualquer esquina, não só em bares, mas também em bancas de revistas e supermercados, e não há fiscalização e nem punição para quem vende para crianças e adolescentes.

Querem resolver os problemas sociais na moleza, tornando a propaganda um inimigo público, responsabilizando por problemas sociais complexos, que precisam ser encarados com seriedade e não por oportunistas que procuram visibilidade e acadêmicos (?) de instituições arcaicas, estes últimos, não despertaram para as mudanças na sociedade e ainda teimam em demonizar a propaganda e afirmar que o consumidor é burro e inconseqüente. Hoje com o fácil acesso à informação e rapidez com que ela pecorre o mundo, teorias da comunicação do início do século não se aplicam mais.

Concordo que as crianças e adolescentes devem ser poupados da publicidade de bebidas, para isso já existe o CONAR que é muito rígido, quase uma beata. Já restringiu assossiar a cerveja às mulheres semi-nuas e mascotes com traços de desenhos infantis, e inúmeras outras. O setor publicitário é capaz de se auto-regulamentar e é consciente que o seu serviço é para a sociedade e é ela é implacável quando não aceita.

Esse tipo de proibição causa temor, pois, enquanto leis são (mal)feitas para tirar a liberdade de parte da sociedade, os problemas permanecem sem ser resolvidos. Proibir a propaganda é fácil, difícil é propor a real solução.

Conar e Papai-Mamãe, Sim ou Não ?!

Semana passada foi lançada a campanha dos dias dos namorados da C&A, a Papai-Mamãe Não! Ela foi interrompida pelo CONAR com o argumento que havia CARGA EXAGERADA DE EROTISMO na mensagem. A C&A acatou a decisão sem se defender e suspendeu toda a campanha, esta que incluia além dos anúncios para TV, material promocional e ponto de venda, tudo foi recolhido das lojas, detalhe para os encartes que tinham posições do Kama Sutra com pictogramas (aquelas figurinhas que indicam homem (ou não) ou mulher(ou não) na porta dos banheiros).

As notícias completas sonbre a campanha e a interdição do CONAR saíram no CCSP.

Agora vamos debater. Tópicos da discussão:

O CONAR agiu certo em impedir a campanha?

A C&A deveria se defefender? Já que antes de sair na praça a campanha passou por pesquisa e pela aprovação dos executivos e pessoal de marketing (esse povo não é bedel).

A C&A vacilou em usar mídias convecinais, deveria ser mais ousada, pois gastou milhões e não conseguiu gerar buzz.

No Brasil há a caça às bruxas, culpando e impedindo a publicidade, pra resolver problemas sociais?

Papai e mamãe ainda tá valendo hoje em dia?

Segue o vídeo: