Propaganda Enganosa

O que é Publicidade e o que é Realidade?

McDonalds – Big Tasty

 

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Anúncios

VT no Youtube não tem público-alvo

Inserções, Bi-semanas, veiculações etc.

 Estes são alguns dos processos recorrentes entre agências de publicidade e os meios intermediários, os já consagrados meios de mídias, para que aja uma propagação das peças que são criadas para seus anunciantes. Meios, estes, que consomem os receptores que consomem desejos induzidos. Um efeito direto e ativo para quem dispara feito tiro ao alvo, sem que se possa haver uma interação maior com o público.

 Porém, nestes últimos tempos, este quadro vem tomando outra forma. Seja através de mídias alternativas espalhadas pelas metrópoles e grandes centros urbanos onde um grande fluxo de receptores badalam todos os dias por quase todas as horas, seja no metrô admirando uma galeteria cheia de macarrões instantâneos Nissin Miojo sabor Galinha Caipira rodando nos espetos (F/ Nazca); ou um carro inflável no meio de um parque público para divulgar uma campanha para o Instituto Akatu para a preservação do ar que respiramos; por um ar mais puro (Lew Lara) – mídias estas, que, conforme as tradicionais, também necessitam dos meios intermediários para a realização de suas veiculações. Ou tomando forma seja através de fazer publicidade por um meio que não requer tantos intermediários e que se vê mais crescente atualmente: a internet. É sobre este meio (que já comentei tantas outras vezes e) que venho a fortalecer meus argumentos agora. A rede é um meio que vem realizando uma constante conquista de público, vem disponibilizando aos seus usuários uma maior facilidade na hora de fazer publicidade com propagandas rápidas, diretas e o melhor: gratuitas. Hoje em dia já não é preciso pagar tantas inserções para veicular VTs, spots ou jingles em TVs ou rádios, se já é disponibilizado canais de fáceis acessos acesso como Youtube, Vimeo, Last FM entre outros. Tal fato e favorável para o mercado publicitário, pois já se sabe o que de certo os virais têm sua força, o que é constado com tantos vídeos que caíram na categoria Webhits nas telas dos PCs, chegando até a espargir seu alcance além das fronteiras que as peças tradicionais não costumam chegar com tanta freqüência. Ou seja, o público-alvo na rede não chega a ter o mesmo fim que o púbico-alvo habitual, já que a internet é uma ferramenta de comunicação onde há uma total interatividade entre o emissor e o receptor.

 Mas a publicidade na web não se faz só por VTs e spots. Anúncios que antes preenchiam paginas de revistas e jornais (e porque não incluir as idéias passadas em outdoors?) ganham espaços em artigos de Blogs, notícias rápidas e linkadas no Twitter ou até espaços de divulgação e publicidade presentes tantos no Orkut como no Facebook. Meios como estes vem ganhando mais espectadores, independente da classe social. Visando essa fatia, que vem aumentando ainda mais, os grandes meios de massa vem usufruindo da web para ampliar ainda mais seu espaço de divulgação. Não que o fator internet tenha chegado para acabar com meio intermediário entre agência e meios de mídias. Não! Isso é uma possibilidade que não venha a ocorrer. O ponto principal que venho trazer é que cada vez menos estamos nos tornando mais independente dos meios intermediários para a realização e publicação de nossos trabalhos. Seja na produção de um disco, na venda de camisetas ou na própria divulgação publicitária, a internet é uma ferramenta que (por mais que os tornem mais técnicos do que precisos) veio pra facilitar a produção de nossos trabalhos.

E mais uma vez ACERTamos

Sábado, a Católica levou mais um ouro com as Super Dupla: Sarah Crispim e Poliana Moraes.
O prêmio Acert, até então nåo estava na nossa galeria e levamos o ouro logo na segunda tentativa!

O sábado foi inteiro de comemorações gastronômicas:  Petisquinhos no Buffet e um  super almoço.

Aqui, o spot de ouro:

Ouvi dizer que rádio é um bom negócio.

Artigo escrito por Emmanuel Brandão.

Um dos meios de comunicação mais antigo do mundo, o rádio, não para de evoluir. A cada dia que passa ele vai se adaptando a era digital. Ele pode ser sintonizado em antigos aparelhos como também em modernos Mp8, Mp9. Com a conexão da rádio direto da internet, mais barreiras foram quebradas. Uma partida de futebol da Rádio Globo chega a ter 55 mil ouvintes simultaneamente conectados, o equivalente a um estádio praticamente lotado.

Uma dos grandes benefícios do rádio continua sendo a proximidade com o ouvinte, não exigindo total atenção para compreender a mensagem. Você pode está na academia, dirigindo, no estádio, tomando banho. As pessoas geralmente absorvem com mais facilidades palavras do que imagens, principalmente se a mensagem estiver em forma de jingle (mensagem publicitária cantada).

Hoje em dia, essa relação com seu telespectador avançou e evoluiu muito. Antigamente a relação era limitada apenas a as ligações telefônicas e cartas. Agora é possível desde as tradicionais promoções, blogs e o famoso Twitter. Esses novos meios de comunicar ajuda a aproxima ainda mais a relação dos clientes com o rádio. Segundo pesquisas do IBOPE, uma pessoa escuta em média 3 horas e 45 minutos por dia.

Outra vantagem é o horário comercial. O rádio tem o triplo de audiência da televisão durante a manhã e mais do dobro durante a tarde, justamente no horário em que as empresa e os comércios estão abertos, e é nessa hora que o rádio tem mais audiência. O horário nobre da TV dura apenas das 19 às 22 horas.  

Explorando essa potencialidade do rádio, algumas empresas estão aproveitando-se do veículo para ganhar mais fidelidade com seus clientes. A operadora telefônica OI, por exemplo, tem uma rádio própria, a OI FM. Focando música e aumentando sua interatividade com o assinante, que solicita o que deseja ouvir e ainda é avisado sobre a programação. Todo esse contato, lógico que é feito pelo celular. Isso só prova que as empresas estão criando uma nova forma de se comunicar com seus parceiros.

Nos anos 50 com a chegada da televisão, muitos cartomantes e videntes ficaram contrariados porque muitos já previam o fim do rádio. Isso não aconteceu, o aparelho continua com toda força e pega em praticamente todo território nacional. As cartomantes decretaram também o fim do rádio com a internet, mas o que vem acontecendo é que as pessoas vêm navegando na internet e ouvindo o rádio pela web.

Chupada ou Coincidência Criativa? (Volume 2)

Um tempo atrás a Carolys postou sobre uma coincidencia criativa falando da arte da camisa do Georgge com uma arte solta na internet de um designer do Rio de Janeiro(se eu não me engano). Naquele momento o próprio designer se pronunciou e ficou bem claro que não passou de uma simples e desastrosa coincidência, mas pelo menos a ideia era muito legal.

Hoje, quando abri o jornal O Estado, me deparei com um anúncio, no mínimo, bizarro. Era uma coisa sem nexo, impressão de péssima qualidade, ideia confusa.. enfim… uma putaria só. Além da qualidade do anúncio, a foto da modelo mostra um pouco de egocentrismo do anunciante cearense. Alguem duvida que é a dona da empresa?

Eis o anúncio:

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Quando eu mostrei pra redatora aqu do trabalho, ela falou que era igual a um anúncio veiculado em São Paulo, que coloquei a seguir.

watermark.phpÉ… Realmente o mundo publicitário está cheio de coincidências criativas.

Entrevista do mês. Aqui você fala a vontade. Não seja curto nem grosso.

zé potó No Festival de Publicidade em Gramado tive o prazer de conhecer uma grande figura chamada Diego Curvêlo. Por coincidência estávamos no mesmo hotel, mas eu o conheci mesmo voltando do saudoso  Bill Bar.

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Com 31 anos e publicitário há 11, Diego Curvêlo é apaixonado pela profissão e atualmente é dir. de criação da Mart Pet Comunicação (Recife|Brasil), da YO!Brasil Comunicação & Estratégia (Recife|Brasil), e da Mais Visual Comunicação & Estratégia (Luanda|Angola). Em Angola aprendeu dançar kuduro e era constantemente chamado de xindeli. Aprendeu também a falar Kibundo com as tribos canibais do centro-oeste africano. Lá, ele Passou dois anos e meio em solo africano, atendendo e criando campanhas para quatro grandes marcas de cervejas – entre elas a líder de mercado – para a maior companhia de telefonia do país, além de empresas na área de construção civil, equipamentos industriais, utilidades para o lar, hotelaria, estética e beleza, logística e transportes. Ainda atuou como produtor musical, descobrindo e revelando novos talentos. Num lugar repleto de limitações tornou o pouco, suficiente. E o suficiente, muito. Além disso, participou de campanhas políticas em Angola e no Brasil.

Formou-se em Comunicação Social – Jornalismo pela UFPB, fez curso de Direção e Produção de Vídeo na ESPM e trabalhou nas agências Hall Comunicação e OEM Comunicação. Há sete anos como redator e dir. de criação da YO!Brasil, há três da Mais Visual e desde janeiro de 2009 da Mart Pet, além de criar várias campanhas offline e online, realiza um efetivo trabalho na área de atendimento de contas públicas e privadas. Também coordena o departamento de rtvc, atuando diretamente com produtoras de vídeo, cinema e som.

Como redator recebeu prêmios nacionais e internacionais, entre eles: Festival Internacional de Gramado, Prêmio Colunistas N/NE, Troféu Neurônio do Sistema JC de Comunicação, Prêmio Asserpe de Rádio e TV e foi finalista do Prêmio ANJ. Trabalha com foco, dinamismo, ética, muita paixão, bom humor e acima de tudo comprometimento com resultados. Acredita que o grande desafio da profissão é encontrar soluções simples que seduzam com pertinência.

Paralelo ao trabalho nas agências, dirigiu inúmeros comerciais de rádio e TV pelo Nordeste. É radialista e locutor publicitário, já atuou em programas de esporte e humor nas rádios Transamérica, Rádio Cidade, Arapuã FM e 103 FM. Continua trabalhando na área de produção de áudio gravando locuções publicitárias para todo o Brasil. É proprietário da produtora de som Semba Conexões Sonoras, onde cria, produz e monta fonogramas.

Sem mais delongas aí vai a entrevista desse cara “Fantárdigo” que tive o prazer de conhecer:

1) Para você, como foi ser congratulado em Gramado? Quantos galos e qual a importância deles para você, para Recife e para o NE?

Receber um prêmio é sempre muito bom. É uma certeza de que fizemos um trabalho diferenciado. Este ano foi apenas um galo prata, mas foi numa categoria muito concorrida: mídia eletrônica “televisão”. No total são 3 na minha carreira: ouro, prata e bronze. Uma premiação internacional é importante para qualquer agência, independente da região. Porém isso também aumenta a responsabilidade. Cada vez mais, temos que buscar um trabalho de excelência não apenas criativa, mas de resultados absolutos.

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O poeta e o borracheiro

Caros amigos,

nossa profissão é velha, porém academicamente jovem. É relativamente baixo o número de profissionais formados na área que exercem a profissão de publicitário, o que prova que é possível, sim, que exerçam-na profissionais de áreas distintas e, porque não, adversas.

Músicos, artistas plásticos e comediantes se fazem presentes em muitas agências do Brasil e ao redor do globo, do estadão, diário…

Então daí parte o questionamento: será necessário o diploma de comunicador social com habilitação em Publicidade & Propaganda? Se não o for, qual a necessidade de conquistá-lo?

É importante lembrar que a profissão é abastecida por informação, muita informação. Ora, vivemos na era Informática e estamos diante de públicos dos mais diversos possíveis: dos consumidores de remédio aos clientes da Pague Menos. Logo, quanto mais visões diferentes tivermos de um mesmo fato, mais explorado por percepções ele será.

Se um poeta presencia um eclipse, ele pode respirar paixão e ver o túnel do amor. Um jogador de sinuca provavelmente verá a bola 8. Um chef de cozinha verá um musse de brigadeiro. O borracheiro verá um Firestone novinho. E o proctologista também terá sua visão.

Ao meu ver, o grande sentido de fazer um curso como o nosso é o de lapidar nossa capacidade criativa objetivamente para valer realmente a pena sermos contratados no lugar daqueles que não tiveram o mesmo estudo. No entanto, as referências têm de ser as mais diversas possíveis. Tanto para conhecer os públicos, quanto para desenvolver, em nós mesmos, lógicas que não sejam só sobre publicidade, estando aptos a ter visões diferentes, como a do poeta ou do borracheiro, e até mesmo do proctologista.

Por tanto, aqui fica minha dica. Adquira referências, recupere lembranças da infância, época de tanta riqueza. A “cultura inútil” ganha vida na publicidade, depende da sua abordagem. Vá ao cinema, ao estádio, ao Sinuca´s. Jogue golfe, implique com o gato, assista ao No Limite, ao Francisco Schneider Show (mas esse é bom). Seja vários profissionais em um só. A versatilidade ganha mercado.