O que acontece depois da inclusão?

Esse post estava nos planos para ser realizado há mais tempo, mas pela correria da semana atribulada, só no sábado sobrou uma folguinha para postar. Nessa semana, mais exato na quarta 24/09, saiu no caderno Cidade do Diário do Nordeste essa matéria sobre um projeto nas escolas públicas municipais de inclusão digital, qual o método? A molecada escreve blogs. Um trecho da matéria:

“Juliana tem nove anos e sempre gostou de observar o dia-a-dia da comunidade onde mora, no Bairro Cocó. A estudante da 4ª série do ensino fundamental na Escola Municipal Maria Odnilra Cruz Moreira, situada na Cidade 2000, está comemorando a possibilidade de poder finalmente mostrar às outras pessoas sua visão de mundo por meio de textos. A menina está ajudando a criar o blog “Acontece Aqui” para sua escola.

Ela, juntamente com estudantes (..) estão ajudando a criar, voluntariamente, diários eletrônicos para exercitar suas habilidades com textos, fotografias e vídeos.

A idéia da Secretaria consiste em oferecer a crianças e adultos do ensino fundamental a possibilidade de relatar o cotidiano de suas escolas e comunidades a partir do olhar do próprio estudante. O conteúdo inclui trabalhos com poesias, desenhos, notícias e fotografias, e os assuntos também são variados — teatro, cinema, música, literatura, esportes e curiosidades, entre outros.”

Vou além do que foi escrito no DN. A molecada não está apenas fazendo um diário, ou se incluindo no mundo dos blogs e da internet. É muito mais. Eles estão criando seu próprio conteúdo de informação e comunicação entre eles.  Isso é o milagre da WEB 2.0, e mais, um passo para o fim do antigo método de fazer comunicação de massa. A informação não é mais um privilégio dos grandes meios, pois cada pessoa pode criar e escolher o seu conteúdo, além disso, ampliou a capacidade de influenciar diretamente pessoas ou grupos. Cabe a nós (quase)publicitários ficarmos ligados nessas mudanças e nos prepararmos, e entendermos que a  internet não é apenas mais uma mídia (ou mídia alternativa, como entendem alguns clientes), ela é um espaço onde há relacionamento e convivência. O nosso amigo “receptor-público-alvo” só vai se interessar por algo que publicarmos se isso tiver relevância para ele.

Quase finalizando. O DN fez legal em publicar essa reportagem, colocou até um vídeo no youtube, mas cadê os links com os blogs das crianças? Você pode comentar, ponto positivo,  mas as pessoas não podem ver, isso é um filtro, ponto super-negativo. Tá faltando muito ainda para o DN entender o que é internet e blogs, também tá precisando de uma aulinha.