O poeta e o borracheiro

Caros amigos,

nossa profissão é velha, porém academicamente jovem. É relativamente baixo o número de profissionais formados na área que exercem a profissão de publicitário, o que prova que é possível, sim, que exerçam-na profissionais de áreas distintas e, porque não, adversas.

Músicos, artistas plásticos e comediantes se fazem presentes em muitas agências do Brasil e ao redor do globo, do estadão, diário…

Então daí parte o questionamento: será necessário o diploma de comunicador social com habilitação em Publicidade & Propaganda? Se não o for, qual a necessidade de conquistá-lo?

É importante lembrar que a profissão é abastecida por informação, muita informação. Ora, vivemos na era Informática e estamos diante de públicos dos mais diversos possíveis: dos consumidores de remédio aos clientes da Pague Menos. Logo, quanto mais visões diferentes tivermos de um mesmo fato, mais explorado por percepções ele será.

Se um poeta presencia um eclipse, ele pode respirar paixão e ver o túnel do amor. Um jogador de sinuca provavelmente verá a bola 8. Um chef de cozinha verá um musse de brigadeiro. O borracheiro verá um Firestone novinho. E o proctologista também terá sua visão.

Ao meu ver, o grande sentido de fazer um curso como o nosso é o de lapidar nossa capacidade criativa objetivamente para valer realmente a pena sermos contratados no lugar daqueles que não tiveram o mesmo estudo. No entanto, as referências têm de ser as mais diversas possíveis. Tanto para conhecer os públicos, quanto para desenvolver, em nós mesmos, lógicas que não sejam só sobre publicidade, estando aptos a ter visões diferentes, como a do poeta ou do borracheiro, e até mesmo do proctologista.

Por tanto, aqui fica minha dica. Adquira referências, recupere lembranças da infância, época de tanta riqueza. A “cultura inútil” ganha vida na publicidade, depende da sua abordagem. Vá ao cinema, ao estádio, ao Sinuca´s. Jogue golfe, implique com o gato, assista ao No Limite, ao Francisco Schneider Show (mas esse é bom). Seja vários profissionais em um só. A versatilidade ganha mercado.

Lista de filmes obrigatórios

A Cahiers du Cinéma, publicação francesa considerada uma das mais importantes críticas do cinema mundial, publicou um livro em que elege os cem filmes obrigatórios em qualquer cinemateca.

Foram consultadas cerca de 76 pessoas envolvidas com a sétima arte, entre eles cineastas, historiadores e críticos franceses. Destacando clássicos, a obra coloca na lista apenas três filmes das duas últimas décadas: Van Gogh (1991), de Maurice Pialat; Fale com Ela (2002), de Pedro Almodóvar; e Cidade dos Sonhos (2001), de David Lynch.

Dessa vez, diferente da lista divulgada pela revista britânica Empire, a parada foi beeem menos Hollywoodiana, mais conceituada.

Vê o que vocês acham:

100- Napoleão (1955)

99- Ladrões de Bicicletas (1948)

98- Scarface – A Vergonha de uma Nação (1932)
97- Em Busca do Ouro (1925)
96- Noite e Neblina (1955)
95- Minha Noite com Ela (1969)
94- Cidade dos Sonhos (2001)
93- Manhattan (1979)
92- Lola, a Flor Proibida (1961)
91- Carta de uma Desconhecida (1948)
90- Trágico Amanhecer (1939)
89-Era uma Vez na América (1984)
88- A Morte num Beijo (1955)
87- O Alucinado (1953)
86- A Terra do Sonho Distante (1963)
85- As Férias do Sr. Hulot (1953)
84- Nasce uma Estrela (1954)
83- A Roda da Fortuna (1953)
82- Tabu (1931)
81- Um Convidado bem Trapalhão (1968)
80- Fale com Ela (2002)
79- O Intendente Sansho (1954)
78- A Imperatriz Galante (1934)
77- Andrei Rublev – O Artista Maldito (1969)
76- Tarde Demais para Esquecer (1957)
75- Van Gogh (1991)
74- Tempos Modernos (1936)
73- Sedução da Carne (1954)
72- Roma, Cidade Aberta (1946)
71- Playtime (1967)
70- Partie de Campagne (1936)
69- Intolerância (1916)
68- A Grande Ilusão (1937)
67- Barry Lyndon (1975)
66- Apocalypse Now (1979)
65- Acossado (1960)
64- O Martírio de Joana d’Arc (1928)
63- Monsieur Verdoux (1947)
62- A Felicidade não se Compra (1946)
61- Ladrão de Alcova (1932)
60- Os Vivos e os Mortos (1987)
59- A Doce Vida (1960)
58- Os Incompreendidos (1959)
57- Os Sete Samurais (1954)
56- Laura (1944)
55- King Kong (1933)
54- Gertrud (1964)
53- Deus Sabe quanto Amei (1958)
52- Quanto mais Quente Melhor (1959)
51- A Bela e a Fera (1946)
50- Amarcord (1973)
49- O Romance de um Trapaceiro (1936)
48- O Demônio das Onze Horas (1965)
47- Sel Sol (1962)
46- 8 1/2 (1963)
45- A Turba (1928)
44- Fanny e Alexander (1982)
43- 2001: Uma Odisséia no Espaço (1968)
42- Vento e Areia (1928)
41- A Marca da Maldade (1958)
40- O Poderoso Chefão (1972)
39- Ivan, o Terrível (1944)
38- Interlúdio (1946)
37- O Encouraçado Potemkin (1925)
36- A Aventura (1960)
35- O Franco Atirador (1978)
34- O Prazer (1952)
33- Desejos Proibidos (1953)
32- O Tesouro do Barba Rubra (1955)
31- A Condessa Descalça (1954)
30- Amores de Apache (1952)
29- O Batedor de Carteiras (1959)
28- Intriga Internacional (1959)
27- A Caixa de Pandora (1929)
26- Hiroshima, Meu Amor (1959)
25- O Leopardo (1963)
24- O Grande Ditador (1940)
23- A Mãe e a Puta (1973)
22- Johnny Guitar (1954)
21- Monstros (1932)
20- A Sala de Música (1958)
19- Nosferatu (1922)
18- A General (1927)
17- Luzes da Cidade (1931)
16- Contos da Lua Vaga (1953)
15- O Desprezo (1963)
14- Era uma Vez em Tóquio (1953)
13- Ser ou Não Ser (1942)
12- Rio Bravo – Onde Começa o Inferno (1959)
11- Ouro e Maldiçã(1924)
10- Rastro de Ódio (1956)
09- O Boulevard do Crime (1945)
08- Um Corpo que Cai (1958)
07- Cantando na Chuva (1952)
06- M, o Vampiro de Dusseldorf (1931)
05- O Atalante (1934)
04- Aurora (1927)
03- A Regra do Jog (1939)
02- O Mensageiro do Diabo (1955)
01- Cidadão Kane (1941)        
             
             
             
             
             
             

Aniversário do Mestre Lee

Nessa quinta-feira, 27, o mestre Bruce Lee faria 68 anos na Terra. E ainda alguns só ouvem seu nome e não sabem exatamente do que se trata. Mais do que o “mestre das artes marciais”, Bruce foi uma importante figura que quebrou vários paradigmas dentro do universo social e cultural no mundo todo.

Desde sua infância em Hong Kong teve contato com o cinema e, é claro, com o Kung Fu. Sempre se metendo em brigas e confusões, foi mandado “foragido” para os Estados Unidos onde cursou Filosofia e abriu uma escola de artes marciais. Vendo a possibilidade de poder propagar mundialmente sua filosofia de vida através de Hollywood, tentou ingressar no cinema americano, mas se decepcionou com a visão dos americanos sobre os asiáticos: homens inferiores e sempre aparecendo nos filmes como personagens secundários estereotipados, tratados como bichos. Voltou para a China, onde deu continuidade à sua carreira.

Filmou O Dragão Chinês (The Big Boss) em 1971, causando um grande efeito positivo na crítica e no público. Posteriormente, filmou A Fúria do Dragão (Fist of Fury) e O Vôo do Dragão (The Way of the Dragon), onde além de ator principal, foi o diretor, coreógrafo das cenas de luta e até cinegrafista, contracenando com seu jovem aluno, campeão mundial de karatê, Chuck Norris, numa das mais célebres cenas de luta da história do cinema.

O sucesso só crescia e a repercussão foi tamanha que chegou aos olhos da Warner Bros. Em 1973, Lee foi chamado para gravar Operação Dragão (Enter the Dragon), com um contrato milionário para ser o ator principal. No longa, Bruce insere toda sua filosofia de vida e do Jeet Kune Do (caminha do punho interceptador), arte criada pelo próprio.039_1055bruce-lee

Sempre dando a alma por seus projetos e trabalhos, Bruce Lee mal comia ou dormia, o que ocasionou em conseqüências drásticas: veio a falecer em julho daquele mesmo ano, com apenas 32 anos, antes sequer do filme estrear, porém eternizou-se por suas obras e superações. Mas o importante foi que morreu com o objetivo alcançado, o de quebrar barreiras entre as raças e de propagar sua história, vida e obra pelo mundo.

Fica aqui minha homenagem ao Dragão, que sei que ainda vive.

Os 500 melhores filmes de todos os tempos

A revista britânica “Empire” publicou este mês uma lista dos 500 melhores filmes de todos os tempos.
A lista é resultado de uma votação que contou com 10 mil leitores, 50 críticos de cinema e 150 cineastas, incluindo Quentin Tarantino, Pedro Almodóvar, Guillermo del Toro, Cameron Crowe, Mike Leigh e Sam Mendes.


Logicamente, é impossível chegar a um cencenso geral, em que todas as pessoas concordem exatamente com todos os filmes e suas respectivas colocações. Com certeza, você achará que determinado filme não deveria entrar, como por exemplo 2 dias em Paris, na minha opinião. Muitos irão dizer: “como pode este filme “x” tão ruim entrar nessa lista?” Ou ainda: “Esse filme “y” é bom, mas acho que deveria ter uma colocação pior.”

Outra observação curiosa é que muitos filmes recentes (2007, 2008) já constam e, interessantemente, na frente de clássicos renomados. Muitos realmente merecem, porém é sempre bom lembrar que foi uma escolha um tanto Hollywoodiana.

Apesar dos pesares, eu gostei da lista e, embora eu ter seguramente assistido a mais de 1000 filmes, tem muito filme que ainda terei que assistir, inclusive, o primeiro colocado, que eu não revelarei, para aqueles que ainda não têm conhecimento da lista. Aqui vai o link: http://www.empireonline.com/500/1.asp

E aí? O seu filme favorito está na lista? Qual filme não deveria estar de forma alguma?

Metáfora é diferente de meta fora

Segunda-feira, 08 de setembro. Dia em que nós, da agência, pusemos em circulação os cartazes da campanha que fizemos: Tire da Gaveta e Estampe no Peito. A maioria já conhecia através do blog, no entanto, nem todos sabiam da existência de um aplique na peça. Seria uma lâmpada apagada, a qual teria que levantá-la para, de fato, conseguir ler o texto. Só aqueles que viram o cartaz impresso poderiam saber  de sua existência.

Porém, no mesmo dia, quando fui ver os cartazes, me entristeci. Não estavam mais os apliques. Haviam arrancado. E não foi só de um deles.

Tire da Gaveta e Estampe no Peito era pra ser uma metáfora. Não era pra tirar o aplique. Mas me pergunto: Será que amanhã vai aparecer alguém com uma lâmpada de papel estampada no peito?

Representantes e Voluntários

A reunião desta última segunda-feira foi lenta e de difícil condução. Pediria que tomássemos cuidado com a dispersão de alguns. Só um puxãozinho de orelha, hein galera.

A opção final foi a não criação de um C.A., mas de um grupo de representantes por semestres, formando um núcleo de comunicação, ponte entre aluno e direção. Pusemo-nos em discussão. Algumas observações a respeito:

-Não necessariamente tenha um representante por semestre. No oitavo semestre, por exemplo, temos a Daniele e a Karine. Assim pode ocorre nos demais.

-É preferível voluntários a eleitos. Não podemos eleger alguém que não pode se entregar à causa. No entanto, caso aconteça, o mesmo deve declarar o não compromisso naquele mesmo instante.

-Aqueles que não se fizeram presentes na sala da diretoria, são igualmente bem-vindos a representar, desde que estejam inteiramente aptos por livre e espontânea vontade.

-O novo grupo formado deve entrar em alerta para não perpetuar o erro da falta de comunicação. Todas as decisões, inclusive as nossas, devem passar por todos! Isso aumenta a responsabilidade e compromisso de todos estarem antenado às reuniões e debates. Compareçam para não terem surpresas…

Segue abaixo, o grupo (em aberto) de alunos escolhidos e voluntários:

Alexandre; Daniele; Georgge; Jamira; Jéssica; Karine; Michelly; Poliana; Sarah.

O grupo não está fechado. Quem estiver realmente disposto a se juntar, integre-se e entregue-se. Fale conosco na faculdade, ou até mesmo pelo blog ta valendo. Os demais não necessariamente optem por pertencer ao grupo, mas nem por isso deixem de lutar. Afinal de contas, estamos todos aqui pela mesma causa. Vale ressaltar que não é bom passarmos de 12 membros e, pela minha matemática, faltam três. Contate-nos.

Um abração a todos!