O teatro político.

Muitas celebridades já viveram de fama, poder, dinheiro e holofotes. Eram cercados de flashes, sempre em capas de revistas, conhecidos e reconhecidos por seu talento conquistaram respeito em suas cidades e em todo o país. Muitos aproveitam a força da sua imagem para atacar em outra carreira: a política.

Mesmo não estando mais em cena, muitos artistas mudaram de ramo, muitos ídolos de torcidas agora atacam na política. Só no Rio de Janeiro, tem uma escalação recheada de craques: Romário, Bebeto, Nunes, Adílio e Roberto Dinamite. Talentos que já brilharam muito na seleção brasileira, inclusive com títulos mundiais. Os ex-jogadores agora buscam vagas de deputados federais e estaduais. Suas propostas são bem parecidas, usam o esporte como resgate social e apoio a ex-atletas.

Muitos desses candidatos são figuras conhecidas e queridas por grande parte da população. Eles aproveitam esse prestígio pra ganhar votos e conquistar seu lugar no palanque. O pior de tudo é que poucos conhecem suas obrigações, não têm conhecimento básico do direito constitucional dos deveres e direitos dos cidadãos. São parlamentares que trabalham mais com a imagem do que com as leis. Transformam a política num espetáculo e não tem noção da importância e responsabilidade de um cargo público como esse. Nem a população, que leva seu voto na brincadeira.

Na música tem vários candidatos que formariam uma banda: Guilherme Arantes, pagodeiro Netinho, Carla Visi (ex-Cheiro de amor), Reinaldo (ex-Terra Samba), João Jorge (Olodum), Margareth Menezes.  Ainda tem a Mulher Melão, Tiririca, Reginaldo Rossi e até a funkeira Tati Quebra Barraco. Nas eleições de 2008, a estrela de filme pornô Gretchen, a rainha do bumbum, tentou ser prefeita da sua cidade: Itamaracá (PE). Ainda bem que não ganhou.

Segundo pesquisas, pelo menos duas dezenas de celebridades irão disputar uma cadeira nas Câmaras. Vamos torcer para, independente da fama, sucesso ou sobrenome, os eleitos lutem pelo bem de todos e não interesses particulares. Esse é meu voto.

Tinha preparado esse textinho alguns dias. Hoje encontro esse vídeos.

Anúncios

Arte: Mídia da História

Não é de hoje que a arte reflete a história. Na Idade Média, os quadros propagavam a era das trevas a fim de valorizar e fortalecer a mensagem que era conveniente à igreja que, com o pensamento teocentrista, era a instituição vigente no momento. O culto a Deus e a servidão ao clero eram ilustrados nas telas. Chega o Renascimento, movimento artístico tão rico para o mundo, e a história é pincelada pelas mãos de grandes gênios. Os corpos se expõem e a racionalidade transborda das produções. Subsequentemente vem o Barroco, Neoclassicismo e outros grandes movimentos subsequentes.

Não se pode dizer que a história é escrita por pincéis ou talhas, mas eles reforçam o cenário e induzem um ideal de conduta e de postura da época em que estão enquadrados. E isso se dá sob duas perspectivas: a do artista, que expõe seu ponto de vista, sua arte e, muitas vezes, vai de encontro à realidade que vive, lançando críticas; e a do órgão que detém o poder ou a maior influência dentro daquela cultura. Em tempos medievais, por exemplo, a pintura e literatura eram eficientes meios de manipular sutilmente a massa, com sua doutrina sempre presente nas entrelinhas, ou até explicitamente.

No início do século XX, com as obras cinematográficas ganhando força, o Estado passa a reconhecer o grande poder desse meio de comunicação. Ora, a mídia de grande audiência é, logicamente, a mais disputada pelos órgãos. E não é conversa de publicitário. Trata-se de uma equação secular, como vimos.

Na década de 1960, com a declaração do presidente americano John F. Kennedy de que o homem pisaria na lua ao final da década, os cineastas desviaram sua atenção para essa temática tão absurda até àquele momento. Foi quando vieram inúmeras películas de tema espacial. A série Jornada nas Estrelas (1966-1969), O Planeta dos Macacos (1968), 2001- Uma Odisseia no Espaço (1968). E os anos 70 também sentiram os reflexos com Solaris (1972), Contatos Imediatos do 3º Grau (1977) e o lendário Star Wars (1977).

Aparentemente esses relatos não passam de curiosidades, no entanto, vale salientar que desde os anos 40 o mundo estava submerso na famosa disputa ideológica que dividia o mundo. O cenário artístico era aquecido com a Guerra Fria, que tinha nos Estados Unidos da América seu representante maior da veia capitalista. Do outro lado, um gigante ainda com o nome de União das Repúblicas Socialistas Soviéticas representava o oriente com seu ideal de unidade e igualitarismo entre os povos. Ambos, com “união” no seu RG, partiam o planeta ao meio com uma briga que a cultura fez questão de comprar.

Em particular, vou falar de um clássico de 1985, período em que o lado ocidental já cantava supremacia e vitória: Rocky IV. A estratégia usada foi bastante simples: com um personagem consagrado e adorado em todo o mundo, já que a cultura americana encobriu o globo terrestre, os EUA trataram de deixar em ruínas um adversário que já estava na lona. Porém, mais do que fazer uma produção de sucesso, o longa da Fox Filmes cuidou de utilizar vários elementos que personificassem as duas pátrias. A começar por conferir aos norte-americanos Sylvester Stallone, ator já conhecido pela participação de inúmeros blockbusters. Já, do lado russo, o enorme e estreante Dolph Lündgren, representando e personificando a União Soviética no papel de Ivan Drago.

No enredo, o ex-campeão americano Apollo Creed é desafiado por Drago para mostrar a força russa e o investimento em tecnologias do esporte. Na luta que é apenas exibição, Ivan Drago derrota fatalmente o amigo de Rocky, que volta a ira americana contra o país europeu. Desde o episódio, que é uma festa a la American Way of Life, com o ícone James Brown abrindo o cerimonial, vemos os signos se duelarem entre si. A Rússia vence esse primeiro confronto, mas sugere que a vitória só foi possível pelo fato de ser somente uma exibição e que Creed não a levara a sério. Pelo contrário, para ele, é uma grande brincadeira.

As proporções físicas do desafiador, forte e com aproximados dois metros de altura, caracterizam bem a União Soviética, territorialmente superior aos EUA. O pequeno Balboa, por sua vez, vai a terras russas, sem apoio da mulher, para vingar Apollo. No meio do gelo, sem maquinário e quase nenhum auxílio de treinamento, ele mostra a garra, vontade, e adaptação americanas em atravessar o planeta (se preciso for) para conquistar seu objetivo.

A tecnologia russa é apresentada. Drago prepara sua musculatura com aparelhos inovadores, eletrodos mensuradores de pressão, circulação e resistência. Contudo, o que era apenas especulação midiática, é confirmado numa cena em que ele ejeta esteróides anabolizantes, o que sugere o mau uso da tecnologia. Mais ainda: que as vitórias russas são todas forjadas pela má aplicação da ética.

Chega o momento e a arena é lotada de russos. Entre as comissões, vemos um ator perfeitamente caracterizado de Mikhail Gorbachev. A bandeira das Repúblicas Socialistas grita, assim como a pintura de Lênin. Igualmente à primeira batalha em solo americano, nesse cenário vemos um mundo de representações icônicas, desta vez com temática russa.

No ringue, Rocky começa muito atrás, levando uma verdadeira surra, inclusive indo à lona, mas sempre com a força de reerguer-se, caracterizando a associação entre a resistência do atleta e a capacidade americana de superação de lutas e crises. Com muita força de vontade e técnica, Balboa vence as expectativas e a opinião pública dentro daquele território russo. Ao derrotar Drago, todas as pessoas presentes, que tanto confiavam na força soviética, mudam de lado nessa disputa mais que física. E vendo que todos, sem exceção, estavam do lado americano, Rocky profere as palavras: “Se eu posso mudar, se vocês podem mudar, todo mundo pode mudar.” E, com esses dizeres, mais do que um loiro até então anônimo, o blockbuster (ou arrasa quarteirão) ajudou a derrubar mais que um muro: um ideal.

Equipe da Advance doa valor do Prêmio Gandhi à Cruz Vermelha-CE

A equipe da Agência Advance, ganhadora do Prêmio Gandhi de Comunicação 2010, na categoria Publicidade e Propaganda, decidiu doar o valor da premiação – R$ 5 mil – para a Cruz Vermelha do Ceará. A campanha premiada “Missão Haiti: 1 milhão de doações” foi criada para a Cruz Vermelha numa ação voluntária da equipe.

A campanha foi uma criação de Fernando Manara, Davi Távora e Felipe Cavalcante, com atendimento de Danielle Rogés e Anna Carolina Vazzolu, planejamento de Eliziane Colares e aprovação de Darlan Evangelista, da Cruz Vermelha Ceará.

As peças incluem anúncio para impresso, rádio tv e web, busdoor e cartaz. O trabalhos foram veiculados no período de 10 a 31 de março de 2010 no jornal O Povo, Portal Verdes Mares, Rádio Liderança, TV Cidade, FM 93, e os cartazes foram distribuídos pela cidade com apoio das Farmácias Pague Menos e Extra Iguatemi.

Eliziane Colares destaca que a meta prevista pela campanha, de atingir um milhão de doações, foi superada. No total, foram 1,3 milhão, resultando em 200 toneladas de donativos. Para Fernando Manara, o Prêmio Gandhi foi, para a equipe da Advance, “uma cereja de ouro em um bolo que ganhamos ao saber que o Ceará foi o estado brasileiro que mais arrecadou donativos para o Haiti”.

Eliziane faz questão de deixar claro que o Prêmio Gandhi foi conquistado pela equipe da Advance e não da empresa. A idéia de criar a campanha surgiu da sensibilidade dos publicitários diante da situação do povo haitiano atingido por terremotos.

Por isso, Manara explica que “ficar com esse dinheiro nos tiraria um pedaço importante da imensa alegria de ter feito um ótimo trabalho sem qualquer objetivo financeiro. Preferimos, todos, ficar com a parte mais rica: a experiência pessoal e espiritual de ter ajudado pessoas que realmente precisam.” Como disse Danielle Campos, que representou a equipe na solenidade de entrega do Prêmio Gandhi. “Fizemos esta campanha voluntariamente, movidos pelo sentimento de solidariedade aos haitianos”.

Como os integrantes da Cruz Vermelha no Ceará estavam, até a última semana, envolvidos com ações em favor das vítimas das chuvas no Rio de Janeiro, Eliziane diz que ainda não está marcada a data oficial para entrega do valor do Prêmio Gandhi à Cruz Vermelha. Mesmo assim, eles pensam em repassar logo os recursos e depois realizarem uma solenidade simbólica.

Eliziane acrescenta que, além do trabalho de criação, a equipe se empenhou na articulação para conseguir apoio para execução e veiculação da campanha. Além das empresas já citadas, colaboraram a 14 Bis Filmes, a DSAN, a Celigráfica e a Linha Digital. “Foi como uma corrente do bem”, ressalta ela.

Iniciativas dessa natureza são importantes para servir de motivação a outras pessoas, lembra Eliziane. “O governo, o poder público tem responsabilidades, mas nós, a sociedade também temos que sair da nossa zona de conforto.

Temos de ter consciência do nosso papel social e puxar outras pessoas”, diz.  fonte:Agência da Boa Notícia

Viaje na campanha, embarque no conceito.

De agência para agência. A campanha foi criada pela agência carioca Giacometti para a agência de viagens Marsans.

Redator: Luis Baselli
Diretores de arte: Adriano Benevides e João Santos

Boas ideias ganham as redes.

Há algum tempo, a internet vem mudando os hábitos dos consumidores. Já é possível trabalhar, fazer compras, amizades e até namorar pela rede. Ouvimos rádio, assistimos televisão e lemos jornais. A convergência de mídias dentro de uma só encanta a todos.

A televisão continua sendo o veículo de comunicação mais forte do planeta, mas atualmente as pessoas passam mais tempo no computador do que na TV. A propaganda aproveitou essa onda e começou a criar e produzir vídeos virais para internet, alguns fazem tanto sucesso que terminam indo pra televisão. Sem custo e sem ser propaganda.