Publicidade & Capitalismo
Andando pelos corredores, ouvindo a conversa dos outros no busão e interagindo com pessoas fora do mundo da publicidade, podemos observar uma série de questionamentos levantados sobre a nossa nobre profissão, que de nobre lá fora não parece ter nada. Esqueçamos o lado do glamour da publicidade que atrai inúmeros jovens iludidos para este curso. Prêmios e fama neste texto pouco importam. O lado que queria mostrar é o lado de MAL DO SÉCULO da propaganda. Observações pertinentes se misturam a julgamentos equivocados. Tem gente que culpa a propaganda pelas mazelas do sistema capitalista, como uma ferramenta de Marketeiros que usam de má fé as fraquezas da mente humana para benefício próprio. Publicidade virou sinônimo de lavagem cerebral para as mentes mais radicais e provavelmente desinformadas. A publicidade não pode ser culpada por todas as mazelas da sociedade, pois a mesma não cria estas mazelas, só as retrata, coloca-as em evidência. Estes males vêm do mundo real, do cotidiano e não das telas de tv. Alguns acreditam que a publicidade é uma mentira, é apenas uma imagem e em nada condiz com a realidade, porém “aparência” e “realidade” se confundem na consciência coletiva e dão a propaganda o papel de vilã, uma poderosa aliada do capitalismo na propagação de sua ideologia pelos meios de comunicação de massa. Devemos lembrar que a vida é matéria-prima da propaganda. É preciso compreender a alma humana e que se existe banalização na tv, antes ela precisa estar presente em nossas vidas. E as pessoas de “esquerda” precisam saber que o Socialismo investiu em Propaganda pesada, usando os mesmos procedimentos de persuasão verificados na publicidade de produtos. Este tema é muito polêmico e abrangente para descrever em apenas um texto. Voltando a Lavagem Cerebral os mais informados sabem que isso não ocorre. Esta hipótese era da “agulha hipodérmica” que dizia que a mensagem era enviada por um emissor e que o receptor agia de acordo com os fins do emissor. Toda mensagem transmitida gerava um efeito esperado. Em outras grosseiras palavras é o mesmo que dizer “coma merda, é bom pra saúde” daí a pessoa ia comer só porque alguém falou em um meio. Será que somos tão burros a este ponto? Claro que não! Então pessoal vou ficando por aqui, agradeço quem puder acrescentar mais, ou até discordar.
Obs: Desculpem se cometi algum erro de português.
17 Junho, 2008 às 11:07 am
o que faz a porpaganda ser malina é o clichê.
família perfeita no comercial de margarina e a modelo sem celulite nos catálogos de moda.
17 Junho, 2008 às 3:24 pm
Publicidade não é mentira, mas uma verdade alternativa.
Foi bom lembrar tb da publicidade socialista
17 Junho, 2008 às 4:54 pm
Mas me pergunto, se gostariamos de ver uma família desunida ou uma modelo cheia de celulite em um catálogo de moda. Acho que a propaganda vem nos mostrar o que idealizamos, o que queremos ser ou parecer, guardando as dévidas proporções é claro.
23 Fevereiro, 2009 às 3:20 pm
Mas uma vez tenho que concordar com esse (a) gênio (a) acima de mim. Tem uma cara chamado Guy Debord que sustenta o que se vê nos meios de comunicação são elementos do mundo real transformados em algo que todos nós idealizamos ser.
No caso da Doriana porra eu adoraria ter uma família assim mas nem por isso como Doriana (eu gosta maios da Qualy), o que quero dizer com isso é: sofremos influências e reagimos das mais diversas formas. Não somos papel em branco esperando alguém venha e escreva o que quiser e seremos.
RESUMINDO: sofremos influência, influenciamos; reagigos ou concordamos afinal somos seres racionais (ainda que tenha algumas pessoas que eu discorde que seja assim).
23 Fevereiro, 2009 às 3:21 pm
OBS.?: erro gravíssimo de português/ ou digitação na 3º linha de cima para baixo eu quis dizer REAGIMOS.