Conar e Papai-Mamãe, Sim ou Não ?!

Semana passada foi lançada a campanha dos dias dos namorados da C&A, a Papai-Mamãe Não! Ela foi interrompida pelo CONAR com o argumento que havia CARGA EXAGERADA DE EROTISMO na mensagem. A C&A acatou a decisão sem se defender e suspendeu toda a campanha, esta que incluia além dos anúncios para TV, material promocional e ponto de venda, tudo foi recolhido das lojas, detalhe para os encartes que tinham posições do Kama Sutra com pictogramas (aquelas figurinhas que indicam homem (ou não) ou mulher(ou não) na porta dos banheiros).

As notícias completas sonbre a campanha e a interdição do CONAR saíram no CCSP.

Agora vamos debater. Tópicos da discussão:

O CONAR agiu certo em impedir a campanha?

A C&A deveria se defefender? Já que antes de sair na praça a campanha passou por pesquisa e pela aprovação dos executivos e pessoal de marketing (esse povo não é bedel).

A C&A vacilou em usar mídias convecinais, deveria ser mais ousada, pois gastou milhões e não conseguiu gerar buzz.

No Brasil há a caça às bruxas, culpando e impedindo a publicidade, pra resolver problemas sociais?

Papai e mamãe ainda tá valendo hoje em dia?

Segue o vídeo:

4 Respostas para “Conar e Papai-Mamãe, Sim ou Não ?!”

  1. Confesso que achei o tema bastante criativo.
    Mas acho que as roupas da C&A não tem nada de surpreendente =P

    Eu não cheguei a ver o comercial, nem o material promocional.
    O termo papai e mamãe é altamente heterossexual. Faz menção à uma posição sexual e talz.
    Para pessoas de uma certa faixa etária, essa expressão é facilmente compreendida e não há probelmas.
    O vídeo não mostra nenhum apelo sexual explícito mas vale lembrar que a C&A também vende roupas e acessórios infantis. O que fazer com seu filhote de 3-4 anos , perguntando pra você o que significa aquilo?
    Lógico que cabe à cada família tomar suas atitudes, pois não é só a C&A que emite mensagens assim.

  2. Eu acho uma campanha muito criativa e ousada. É muito boa. Mas não concordo em ela ir pro ar. Ela tem forte apelo, mas dos dois sentidos: o promocional e o de “baixo nível”. Não acho q convenha aos pais “livrar-se dos filhos”, mas o Conar verificar esse tipo de circulação.
    Vale lembrar também que a frase completa é: “Papai-mamãe não. No dia dos namorados, surpreenda.” Na publicidade, a ambigüidade das frases são positivas, já que elas não deixam dúvidas de seus dois sentidos. O que temos aqui é: primeiro- não compre o comum, vá na C&A. Segundo – não faça papai-mamãe, faça um carrinho de mão, de 4, caminha francesa ou algo do tipo. Ou seja, o segundo sentindo remete sim ao sexo, e explícito.
    Confesso q a campanha é chamativa e ousada, mas vale lembrar a ética na hora do planejamento, pois mesmo pessoas formadas em marketing parecem muitas vezes desconhecer o item. O futuro da publicidade e das nossas crianças agradecem.

  3. Seguinte, sou contra a várias proibições do CONAR. Muitas proibições acho desnecessárias. O CONAR por muitas vezes censura a criatividade dos publicitários. Muitas campanhas EXCELENTES foram comprometidas. Porém em muito casos o Conar age de maneira positiva, preventiva e defensiva em relação ao consumidor. E este foi o caso da C&A. Apesar de ter gostado bastante na inovação da campanha, ela cavou sua propria cova. A campanha foi pro cliente errado, se fosse pra um “via direta’ da vida teria sido mais q eficiente, ou outro cliente que não inclui em seu publico alvo crianças de 3/4 anos. É “burrice” fazer uma campanha assim em uma loja de departamentos que divide prateleiras com as crianças. A considero ofensiva. É AQUELA VELHA HISTÓRIA: IDÉIA CERTA NO LUGAR ERRADO. E acho que a C&A tomou consciencia absoluta disso, tanto é q tirou a campanha do ar, sem pestanejar, desperdiçando uma boa grana.

  4. Tirei a tarde de hoje para circular pelas produções virtuais dos alunos de Publicidade da Católica do Ceará. Já passei pelo Mistura Brasil e me surpreendi positivamente com os textos. Agora, lendo o Blog de vocês, fiquei muito contente com a iniciativa. Primeiro pela força dos blogs na contemporaneidade, depois, pela possibilidade de uma discussão cotidiana sobre temas que estão por aí e que merecem um olhar mais atento. Parabéns aos idealizadores e aos participantes. Beijos!

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